Uma gaja mesmo BoA

Os seus títulos repetem o amor: Amor é apenas o que não podes ver, Amor e Honestidade, O amor magoa, O Amor pode fazer um milagre, Amor tímido, Carta de amor, Dor de amor, Meu querido amor.
E ao músculo do amor também dedica uma porção de temas como Cada Coração, Chave do Coração, Coração-off, Ouve o meu coração, Partilha o teu coração (comigo).
No entanto, o seu reportório é amplo e liga-se também à paixão - Beijo Fantástico, Tão apaixonada, Jovens apaixonados -, à posse - Eu tenho-te, Esta noite sou a tua senhora, Vem para mim - e à informática, com Hotmail ou O bug do amor .
Red Light
À porta da empresa estavam todos enfileiradinhos cigarro na mão e baforadas ao vento.
À mercê da revista de quem passava na rua.
Como se a cidade fosse um enorme Red Light District.

[Foto © André Antunes, Red Light District - Amsterdam]
Chamem a Antónia!

(imagem daqui)
Antónia ergueu 3 casamentos e 11 filhos e também foram 3 as revistas que fundou e dirigiu ostentando o seu nome na ficha técnica sem se esconder sob um pseudónimo masculino. Primeiro foi a «Assembleia Literária- Jornal de Instrução » (1849) onde ao invés de publicar modas e bordados defendeu a necessidade de instrução das meninas e publicou variedades literárias, como as primeiras poesias de Júlio César Machado. Depois, como era presidente da Associação Consoladora dos Aflitos também dirigiu o órgão da mesma, a «A Beneficência» (1852) e finalmente, a «A Cruzada – Jornal Religioso e Literário» (1858).
E como morava em Lisboa no nº 265 da Rua de S. Bento ainda arranjava Antónia tempo para ser uma frequentadora assídua da galeria das senhoras na câmara dos deputados.
PI de vergado a verga ou do 25 de Abril
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[Foto © António Arruda, 2007, Parque Eduardo VII 3]
Mário diz Maria
Mário Viegas diz Maria Velho da Costa em Revolução e Mulheres
A intimidade ao microfone

Os Lupanar que se intitulam bordel artístico-musical, mostraram-se em 2005 com a sua Abertura e a amplitude vocal de Ana Bacalhau. Finalmente uma banda resolveu dar voz à intimidade.
Cuecas de homem
O céu como cuecas

[Foto © Blue Noses, 2004, A Cloud in the Pants]
Cuecas de gola alta

[Foto © Luís Olival, 2007]
Baixa as cuequinhas!

[Foto © Kazuo Okubo, 2006, Banheiro masculino]
Rifão
A minha perna mais curta
Não chega ao chão
Balança na minha mão
Os jeans e a genitália

Oito anos depois, Lou Reed reforçou as provas.

Ó da guarda, Carolina!

(imagem daqui)
O raça da rapariga resolveu estudar Medicina e em 1902 concluiu essa formação na Escola Médica de Lisboa e casou com o seu condiscípulo Januário Barreto e até começou a exercer cirurgia no que foi o primeiro português do sexo feminino a fazê-lo.
Era uma republicana convicta e empenhada, primeiro na direcção da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e depois, na Associação de Propaganda Feminista e foi ela que com Adelaide Cabete, também republicana e médica, cerziram a bandeira nacional que em Lisboa foi hasteada no dia 5 de Outubro de 1910. Por coerência defendeu o direito das mulheres a votar o que não era permitido. E se o defendeu melhor o fez para as eleições legislativas de 28 de Maio de 1911. Carolina estava viúva e usando a lei em vigor que conferia o direito de voto aos cidadãos maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever ou que fossem chefes de família, requereu a sua inscrição como eleitora e ganhou o processo em Tribunal, sendo a primeira portuguesa a votar. Pena que os legisladores se tenham afadigado em que tal não voltasse a suceder e tenham corrigido em 3 de Julho de 1913 para especificar “chefes de família do sexo masculino”.










