Sonhei que depois de horas e horas de negociação de contrapartidas tinha convencido os produtores nacionais das telenovelas para crescidos e para morangólicos, a colocar os protagonistas em situações de leitura compulsiva, com as inúmeras filmagens de cenas nas casas de banho garantidamente patrocinadas por empresas de azulejos.
Até conseguira que a produtora de Chipicaos e de Bolycaos, tal como as editoras de revistas cor-de-rosa e os jornais desportivos passassem a incluir livros no seu rol de brindes, a troco de publicidade na televisão pública.
Só que a dona Lurdinhas apareceu a acenar com a cabeça, repetidamente para a esquerda e para a direita, a protestar que nem me passasse pela cabeça trocar os 15 minutos de fama por 15 minutos de leitura no horário de trabalho.
0PERADO POR Maria Trindade EM 06.02.06 @ 10:32 am |