Não há pior general para os seus soldados do que um saído do seu seio

Do tempo em que o alvo das anedotas era o Samora Machel (depois vieram outros, as anedotas é que continuam as mesmas), relembro dolorosamente uma:

Através de uns comprimidos milagrosos, o Samora tinha ficado branco. À sua volta, todos os presentes o agarravam e lhe pediam um desses comprimidos.
Resposta pronta:
- Ainda nem há cinco minutos sou branco e já tenho pretos a chatear-me!

Ao fecho das minhas calças

Com o avizinhar do mês do sofá, começa a preocupar-me o que fazer com o olhar mórbido e a obesidade vocabular dos resultados de cada jogo.

Será mania minha gostar das bolas nas mãos?

Deformação profissional

Estava sempre tão envolvido no seu trabalho que quando lhe falei do aniversário do CAP, perguntou-me se já tinha completado os 2 anos da Certificação da Aptidão de Formador.

Nesta quinta-feira,

já que a espiga é grande


seja pelo menos, tinta.

Imagem com palavras dentro

(para alguém que sabe poupá-las como ninguém:)

Falto eu!…

Parabéeeeeeeens a vooocêeeeeee

Não tenho a poesia das palavras e das imagens da Maria Trindade, nem a terrífica memória do Tomás para aquelas pequenas coisas que vais largando por aí; por isso, fica-te com esta imagem - felizmente sem som :lol: - e vê se voltas ao serviço.

Não estranheis a decoração

que já estamos todos aqui alinhados
para te desejar Muitos Parabéns, Cap!

(agora, basta soprares nos marinheiros!)

Como prenda, pensei dedicar-te aquele poema que o Walt Whitman escreveu para ti, ou a Ode Marítima do Álvaro de Campos, mas deixo-te este do Fernando Pessoa porque é da cor dos teus olhos:

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanha da minha altura…

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Parabéns, Cap


by Juan Riera

Algumas pessoas são capazes de criar as pontes que nos recordam que, felizmente, ninguém é verdadeiramente uma ilha. É por isso que são tão especiais. É por isso que és tão especial.

Parabéns, pá!

Nudez talvez


Não gosto que me tratem como burrinha, envolvendo-me nas palavras doces que cobrem os seus objectivos sem os manifestar, numa manobra de chico-espertismo que lhes dá o gozo do poder de pensarem que embarrilaram mais um.

Gosto de dizer do que se trata, na nudez daquilo que penso, sem nada nos bolsos. Talvez seja demasiada intimidade. Talvez seja suicida como ir para a guerra sem arma nenhuma.

Alguém se lembra?

Como andarão as insónias daquele senhor de 81 anos, por estes dias?

Amarelo

Foto © 2006 Carlos Rodrigues

Da próxima vez, vou contar-lhe das minhas preocupações sobre as gordurinhas acumuladas na barriga e nas coxas e não me vou esquecer de focar o dia para o qual marquei a depilação.

Já prometi a mim mesma que essa futilidade será a minha boa acção diária para ele não se sentir intimidado.

E não custa nada tomar dois vomidrines antes.

Esquisso

Desconfiai, ó gentes, da gente que que não sente a arte!
Podem até reproduzir-se com despudor, mas que sabem eles do amor?

Marinheira

Uma camisa de riscas aniladas a despontar da camisola de capucho da Quebramar, a que sobrepunha um casaco de malha azul-marinho, revestiam a recepcionista da repartição. Falava português por entre a resma de impressos. Será esta a nossa alma de marinheiros?

(imagem daqui)

Desde a capital do Império

Já podemos morrer tranquilos! O espaço de matança de cristãos volta ao activo.
Com fausto, pompa e pitoresco.

Olhares sem idade

http://www.maricell.com.br/poemas3/imag2004/olhos02.jpg

Superfícies como tábuas rasas onde procuramos no óbvio os sentidos mais profundos para qualquer significado.

E nos perdemos, por fim.